sábado, 19 de maio de 2012

Objetos da matemática, ciência, filosofia e universalidade.

   Na aula do dia 16 de maio, começamos a discutir sobre a pergunta final da aula do dia anterior: A matemática tem objetos reais? O professor Eric solicitou a nossa colega para que realizasse a leitura de um livro, ao ser lido o texto,  percebemos que um personagem do texto discutia com outro sobre a matemática, um afirmava que a matemática tinha objetos reais e outra insistia em dizer que não. Após a leitura começamos a comentar do texto e percebemos que o número π (pi) era algo real da matemática e em seguida concluímos também que toda a parte da geometria é algo aplicável à realidade. Göldel dizia que a matemática tinha objetos reais, os números são reais. Assim, chegamos a um matemático chamado D'Ambrósio, que acreditava que quanto mais próximo à realidade for o conteúdo, melhor será a aprendizagem do discente. 

   Em seguida voltamos a trabalhar filosofia, ciência ou não? O professor Eric Maheu garantiu que filosofia não é ciência. E sim um tipo de conhecimento radical e profundo. Antes do século XVII a filosofia era quem explicava todos os fenômenos no mundo, filosofia essa conhecida como Filosofia Antiga. Com o filósofo René Descartes se rompe essa filosofia e a partir desse momento a filosofia não se preocupa mais com a natureza e se importa agora com o homem, passar a estudar o homem e defini-lo segundo seus pensamentos.  Voltamos a falar dos objetos da matemático, são reais ou não? Matemática abstrata ou matemática contextualizada? Em um meio acadêmico como o ensino superior os problemas matemáticos tornam-se cada vez mais abstrato. Porém existe a matemática contextualizada, aplicada, entretanto estas deixam de ser chamada matemática e passa a ser considerada engenharia. 

   Após isso, o professor trouxe a tona o termo Realismo, que significa que podemos conhecer o mundo como ele é, com certa objetividade. E começamos a refletir sobre as ciências exatas. Por que é exata? Por que para essas ciências deve-se ter muita precisão, exatidão, e não sobrar margem de erro. Diferentemente das outras ciências que estão sujeitas a fatores externos que podem ao acaso intervir nos resultado. Um exemplo disso, é a meteorologia, que é uma ciência física, que com todo um estudo, os metereólogos dão uma previsão do tempo, analisando o movimento das correntes marítimas, das nuvens e tantos outros fatores que determinam um tempo de determinado lugar e em determinado momento. 

   Depois, chegamos a uma pergunta um tanto quanto difícil de se responder.  Matemática é ciência ou uma linguagem? Podemos dizer que a matemática é uma ciência com um método próprio, pode também ser considerada uma linguagem com seus próprios códigos. 

   Outra conclusão dessa aula foi que a ciência é algo inacabável, pois ainda não temos o conhecimento sobre todos os fenômenos do mundo. Ela é exploradora e às vezes não consegue formular hipótese para tudo. Mesmo que em um momento chegue a todo o conhecimento do mundo, sempre surge novos desafios e a ciência vai buscar explicações pra tais novidades. E a ciência estuda todas as coisas? Com toda a certeza não. Há coisas que a ciência não se preocupa em estudar, como a religião, ou seja,  são incomensuráveis. 

    Começamos a discutir também questões de cultura e chegamos ao termo Etnocentrismo. Ao perguntar o professor Eric sobre se ele sentia saudade de seus familiares que moram no Canadá, ele declarou que não. Muitos acharam estranho, porém certos sentimentos não são universais. Usando a teoria determinista podemos dizer que o sentimento é uma questão de cultura, todo o passado histórico de um local determinam o modo que tal pessoa vai ser comportar, ou seja, a cultura molda o homem. No Brasil os laços familiares são fortes o que gera um apego entre as pessoas. Quando se separam essas pessoas tem um sentimento chamado saudade. Porém essa não é a realidade de todos os países, os nortes-americanos são pessoas fleumáticas, e não possuem laços fortes. Os pais criam os filhos para o mundo, e quando estes chegam a uma certa idade, normalmente no final da adolescência, e normal saírem de casa para morarem em outro local para estudar ou trabalhar. Esses filhos não desenvolvem o sentimento de saudade. E aí, eles são errados e nós somos certos, ou eles são certos e nós somos os errados? Na verdade nenhuma dessas possibilidades. Julgar um certo comportamento, sentimento segundo a sua cultura é uma atitude etnocêntrica.

   Voltamos a falar de ciência, e que quando estamos escrevendo devemos ser transparentes. Ou seja, nunca se apropriar de teorias dos outros, sempre citar as fontes, de onde veio o conhecimento. Pois ao se publicar um texto devemos ter em mente  que o mesmo é universal e com as fontes você mostra os possíveis caminhos para obter esse conhecimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário